Já faz um tempo em que eu venho frequentando a Umbanda e, mesmo mantendo a minha linha espiritualista, me identifico com os trabalhos de Luz da casa e me esforço em ser o mais útil possível lá.

Apesar da dedicação, a sintonia aparentemente ainda não estava muito boa e, apesar de durante os trabalhos de gira auxiliar outros médiuns na aplicação de passes, no meu momento de girar nunca havia experimentado qualquer efeito que me levasse a entender que uma incorporação com algum entidade amiga estaria acontecendo. Já tive vários casos de sintonia com entidades através de clarividência e mensagens mediúnicas recebidas, mas o efeito de incorporação na linha da Umbanda permanecia algo que parecia não fazer parte dos meus trabalhos.

Esta semana, no entanto, houve uma clara mudança. Todas as segundas-feiras nossa casa oferece um importante curso preparatório para médiuns e, uma vez ao mês, temos o que chamamos de aula prática, na qual efetuamos uma gira e passes em todos os presentes. O assunto da aula já nos preparava para uma sintonia maior neste dia já que nosso estudo, neste momento baseado no livro “Médium, Incorporação não é possessão” de Alexandre Cumino, estávamos estudando um capítulo chamado “Incorporação: Consciente ou Inconsciente”. O assunto foi muito proveitoso e contou com a participação de vários dos médiuns relatando experiências e trocando conhecimento. Após cerca de 40 minutos de estudo teórico, seguimos então para a nossa aula prática.

A aula prática foi iniciada como sempre ao som do Hino da Umbanda e tão logo a sequência do trabalho foi permitida tomei um lugar de auxiliar no passe e na gira. Era quase física a sensação do fluxo de energia na casa naquele momento e era parecia óbvio que um grande trabalho espiritual estava em curso do lado espiritual. Após alguns médiuns terem feito suas giras, foi chegada a minha vez e, como é comum, não tinha grandes expectativas de qualquer efeito já que como mencionei acima, nenhum evento que lembrasse a incorporação havia ocorrido comigo ainda.

Meu passe ocorreu normalmente e com isso feito o médium que me atendia iniciou a minha gira. Lá para a quinta ou sexta volta (São sete voltas) comecei a sentir efeitos que, apesar de familiares, jamais os havia sentido neste momento, e os descrevo abaixo:

 Ballonement

Ballonement é um termo em francês que descreve uma sensação, cujo nome não possui ainda própria tradução para o português, a qual te faz perceber seu corpo maior do que realmente é, podendo te dar a impressão que você ou inchou ou simplesmente aumentou de tamanho. A sensação é o efeito de uma expansão de seu campo áurico, sua sensação é mais comum e amplamente descrita como um sintoma de projeção da consciência (desdobramento, projeção astral, viagem espiritual, etc…), rapidamente documentado neste post anterior e amplamente descrito no livro “Viagem Espiritual de Wagner Borges” e muitos outros.

Senti meu corpo se expandir como se eu aumentasse de tamanho em alguns centímetros, efeito do ballonement. No momento que as voltas terminaram uma vontade quase incontrolável de falar emanou, mas naquele momento era claro que ela vinha de mim, mas sim de um fenômeno descrito em várias publicações como “Acoplamento Áurico”, no qual sua aura entra em sintonia com a aura de outra entidade, encarnada ou desencarnada. Neste momento senti o acoplamento e percebi que algo queria falar através de mim. Esse sentimento para mim na verdade não é novo, já havia o experimentado em trabalhos durante projeções da consciência, mas era a primeira vez que isso me ocorria “encaixado” no corpo.

Como é falado na Umbanda, resolvi “dar passagem” à entidade e neste momento senti como se a minha visão ficasse escura e eu levemente perdesse o equilíbrio, como a experiência que antecede um desmaio, estava consciente o tempo todo, só sentia como se o controle do meu corpo estivesse “amortecido” e “compartilhado” com alguém. O que eu me lembro no entanto foi uma crise de riso que me ocorreu e nada realmente foi falado, pelo menos que fazia algum sentido. A sensação era boa e era claro a sensação de fluxo de energia acontecendo.

Após alguns instantes, manifestei a vontade de voltar a ter total controle do meu corpo e assim como foi iniciado o acoplamento, ele se foi, sem deixar qualquer efeito colateral a não ser um conhecimento renovado!

Espero que este relato ajude outras pessoas a, caso tenham passado por experiência similar, possam também identificar o que ocorreu e ter a consciência de que não é preciso ter medo do fenômeno, só é preciso entendê-lo para que cada vez mais possamos nos mostrar úteis nos grandes trabalhos de Luz efetuados pelas entidades amigas e na passagem de suas úteis mensagens a todos nós!

 


Equipe Consciência Na Luz

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