Estudando as ciências espirituais, por assim dizer, ao mesmo tempo em que é libertador quanto a dogmas e medos que assombram a nossa condição corpórea por nos abrir os olhos a tantas outras dimensões, condições de vida consciente e caminhos a seguir em nossa eterna evolução, pode também nos abrir os olhos a lados da espiritualidade os quais preferíamos que não existissem e que, em princípio pode nos causar medo ou até, o que é igualmente grave, o fascínio por este lado obscuro.

Ao mesmo tempo em que é reconfortante absorver e ter o conhecimento vibrando em nossos corações de que o tempo todo, incontáveis trabalhadores espirituais esforçam-se incansavelmente em seus trabalhos a favor da Luz Divina e do esclarecimento de tanto nós encarnados, presos em nossas pequenas bolhas de preocupações carnais, quanto de espíritos desencarnados, perdidos no caminho de sua evolução, o universo, dual como nós o conhecemos, abriga também uma horda gigantesca de espíritos conscientes que prendem-se às energias densas do ódio, da vingança e tantos outros sentimentos que apagam a luz em seus chacras e os enchem de barreiras negras como piche, viscosas, densas e que impregnam cada vez mais com o tempo, tornando sua limpeza cada vez mais complexa.

Apesar de sabermos que os trabalhos da escuridão não são capazes de sobrepujar as energias reconfortantes da Luz, nós em nossa condição carnal, não conseguimos estar sintonizados com o Divino o tempo todo e nossas distrações acabam por nos tornar alvos de ataques daqueles que, ao perceber nossa constante caminhada em direção do esclarecimento espiritual, trabalharão duro em nos ver tropeçar e, conscientes como são do poder das energias geradas do pensamento assim como livres de tarefas rotineiras que nós encarnados temos de cumprir, sempre irão buscar brechas em nossos estados vibratórios para o ataque.

Esta introdução servirá para que você possa se situar no que me aconteceu há poucas noites atrás, de forma que veja como os dois lados estão sempre em intenso trabalho e como realmente a escuridão nada pode com o poder da Luz.

O Acontecido

Ultimamente tenho dedicado meus estudos em como durante as minhas projeções conscientes, as quais vários episódios tenho documentados aqui no blog, conseguir auxiliar cada vez mais meu mentores nos trabalhos do Alto, e parte da minha pesquisa tem sido em estudar a série de livros “O Reino das Sombras” de Robson Pinheiro. Acontece que, ao terminar minha leitura da noite, me preparei para dormir e ao fechar os meus olhos, mesmo estando no meu quarto, pude claramente avistar a minha sala e nela estava em pé o que parecia ser uma menina, aparentando ter 8 a 10 anos de idade com um vestido branco com manchas avermelhadas e escurecidas, seus olhos eram duros, sua expressão cerrada e uma aura escurecida  a envolvia.

Superando o susto inicial que me fez abrir os olhos em sobressalto, os fechei novamente e, novamente avistando o espírito que plasmava a menina, me dirigia a ela diretamente em pensamento: “Esta é uma casa de trabalhadores da Luz, não posso te impedir de ficar, mas todos que ficam aqui precisam estar em sintonia com o Alto, por isso, emanarei Luz para você!”

Com isso dito, passei a mentalizar uma coluna de energia a descer dos céus até o alto da minha cabeça, que é a localização do chacra coronário, fazendo com que esta energia descesse até dois dedos acima do centro do meu peito, que é onde sinto o meu chacra cardíaco, imaginando que esta Luz formava um enorme círculo de energia, lentamente aumentando de tamanho até que envolvesse toda a casa. Em meio a palavrões e gritos de dor, consegui notar a entidade se retirando às pressas da minha casa. Relaxei um pouco após isso, fiz algumas preces e me entreguei ao sono.

Horas depois desperto, desta vez projetado distante do meu corpo em um local que parecia uma mansão, grande mas completamente ausente de qualquer mobília, uma lareira no entanto, parecia queimar em um espaço que parecia ser uma sala de estar. De alguma forma eu sabia onde estava, era o covil do espírito que havia aparecido em casa, mas desta vez os papéis haviam se invertido, era eu quem havia ido lhe fazer uma visita.

Não demorou até que a menina aparecesse, desta vez ela não aparecia mais como uma menina, mas sim como uma boneca, vestindo as mesmas roupas. Eu não podia ver, mas sentia que o casarão estava completamente lotado de espíritos densos e que talvez a “boneca/menina” era a líder deles. Também pude sentir a clara satisfação da entidade em me receber naquele local através de seus olhos malévolos e sorriso duro, me dando a entender que esta era uma armadilha comum dela de roubo de energia de encarnados. Medo e raiva, são sentimentos que emanam as energias as quais espíritos obsessores mais desejam em suas atividades vampíricas.

Minhas experiências e leituras anteriores sobre projeção da consciência me permitiu possuir um certo controle delas uma vez que consiga tomar consciência, o que em si é muito difícil. Estando desta vez plenamente consciente, decidi por evitar o confronto e passei a me concentrar no meu corpo de forma a voltar a ele. Desta vez no entanto, a tática não deu certo, algo claramente me impedia de voltar ao corpo!

Enquanto tentava descobrir como o espírito denso conseguia fazer isso, uma intuição me veio à mente, que me dizia que não era o espírito quem me mantinha lá, mas sim os meus guias espirituais, eles esperavam que eu conseguisse superar o medo da entidade e que conseguisse de dentro de seu covil, emanar energias luminosas, auxiliando no desmantelamento daquele grupo e no resgate desta entidade que, apesar de naquele momento agir de forma maléfica, o Alto havia visto em seu íntimo a capacidade de se redimir.

A entidade não percebia o que acontecia em minha mente e prosseguia em uma sequência de desaparecimentos, reaparecimentos de supetão, empurrões e até o aparecimento de alguns de seus vassalos que estavam na sala naquele momento, também plasmados como bonecos que tentavam conversar comigo e me convencer de que eu deveria seguir pistas as quais eles me passavam, me prometendo que ao solucionar o segredo da casa, a “boneca” me libertaria, em um claro esforço de me desconcentrar da sintonia com o Alto e desta forma extrair mais energia densa com os sustos que haviam planejado a mim.

Ignorando os ardilosos convites das entidades, parei tudo o que estava fazendo, me concentrei e em voz alta passei naquele casarão a entoar a oração do Pai Nosso. As entidades perceberam o que eu estava fazendo e logo nas primeiras palavras eu sentia mãos invisíveis em um esforço desesperado de segurar a minha boca. O trecho “que está nos céus” foi quase ininteligível e sentia o desespero das entidades, pois ao mesmo tempo em que algumas das mãos tentavam segurar a minha boca fechada, algumas tentavam puxar os meus lábios e a minha língua, mas isso não parou o meu esforço. Consciente da necessidade do trabalho que ali se desenrolava, concentrei fortemente em meu chacra cardíaco de forma a emanar a mesma bola de Luz que havia feito em minha casa, para envolver todo o casarão.

Antes de eu chegar à metade do Pai Nosso já não sentia mais nada a me segurar, pelo contrário, era claro que as entidades fugiam e se escondiam! Eu exclamava alto pelos corredores da mansão: “Ei, você quem veio me visitar em casa! Eu vi aqui para de dar um abraço! É o meu passe favorito! Venha aqui! Não tenha medo!”

Procurei e procurei enquanto neste momento entoava a Ave Maria e na sequência o mantra Ohm Mani Padme Hum, não consegui mais encontrar nenhuma das entidades, só que sabia em meu íntimo que a parte do trabalho que eu havia sido escalado para fazer, parecia ter sido um sucesso! Pouco tempo depois, fui permitido a voltar ao meu quarto.

De volta em casa, mas não ao corpo

Meu espírito foi então encaminhado novamente à minha casa,  e em meu quarto, uma visão peculiar me aguardava. Minha esposa me esperava, sentada na cama, projetada, junto ao seu corpo físico que ainda descansava naquele momento e me disse: “Olha, preciso passar um recado pra você! Me pediram para não te esquecer de orar muito hoje!” Ao que eu respondi: “Obrigado, mas acho que já estava sabendo!”

Dito isso, ela imediatamente saiu pela janela para concluir seus vôos noturnos. Como um claro pagamento pelo trabalho feito, entrei então em um transe de descanso, com sonhos aleatórios até a chegada da manhã.

O trabalho não termina aqui

Meu trabalho daquele dia no entanto não havia acabado, acordava para uma manhã de Sábado e esta era uma manhã especial, a qual o centro de Umbanda o qual frequento havia marcado uma reunião de escola de médiuns, mas desatento às datas, havia também marcado um passeio com alguns amigos. Estava consciente que o trabalho desta madrugada deveria acabar com a minha ida ao centro já que a mim era claro que a entidade a qual havia lidado durante a madrugada estava naquele momento psiquicamente ligada à mim e eu precisaria “entregá-la” aos trabalhos da casa através da minha presença física.

Considerando que logo na segunda-feira iria ao centro, não dei tanta importância, me arrumei para o passeio, peguei o carro e segui em direção à estrada. O que eu não havia levado em consideração era que durante esta fatídica madrugada, havia chovido MUITO. Logo que cheguei no acesso da rodovia, percebi um bloqueio que ligava a um retorno que não dava outra alternativa se não seguir exatamente por onde eu havia vindo, como este trecho estava passando por reformas, acreditei que aquilo seria um simples caso de procurar um novo acesso e, não me dando por vencido, peguei um acesso que daria a um retorno 2 KM à frente de onde teria pego a estrada, onde lá finalmente encontrei um acesso à estrada no sentido que gostaria de ir. Andando os mesmos 2 KM que deveria me levar por baixo do acesso que havia tentado pegar anteriormente, uma fila de cones fechava a estrada principal! A fila de cones me levava à mesma rotatória que me dava acesso de volta para casa!

Não acreditei em tamanha coincidência e resolvi parar no acostamento e buscar na internet o que havia ocorrido. A notícia não deixava sombra de dúvidas: A chuva da madrugada havia alagado a rodovia e o acesso estava completamente bloqueado.

Finalmente me dando por vencido, voltei para casa e em algumas horas estaria saindo de novo em direção ao meu compromisso, aparentemente inadiável, no centro de Umbanda.

Acredito que este acontecimento me fez muito mais atento quanto à força das entidade obscuras, que visivelmente vão muito além dos simples espíritos sofredores, perdidos no caminho, os quais tanto se falam nos centros Espíritas e de Umbanda, mas também do seu nível de consciência e do prazer na maldade que causam. Tenho a certeza de que a entidade a qual travei o embate na madrugada de forma nenhuma era uma grande entidade como os Cientistas e Magos que o Robson Pinheiro tanto fala em seus livros, mas apenar um espírito zombeteiro, que tem um poder muito maior do que costumamos ter coragem de admitir em nossas reuniões mediúnicas.

Que esta história sirva como incentivo a tantos outros irmãos de fé em aumentarem seus estudos, dedicarem-se aos trabalhos do Alto e nunca terem medo! Não importa o que enfrentamos, não estamos sozinhos! Nunca! O alto jamais nos abandona e sempre está disposto a ajudar a aqueles que não se acovardam do trabalho!

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